quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sub-Prefeitura comemora seu primeiro aniversário




Nesta última terça-feira (14), a Sub-Prefeitura da Zona Norte de Macapá completou um ano de existência e para comemorar seu aniversário realizou uma vasta programação com ação social e cultural. A PMM disponibilizou serviços na área da saúde, educação, ação social e cultural para a população da zona norte.
Em seu pronunciamento, a Sub-Prefeita, Eliete Borges, afirmou que a comunidade deve se apropriar da Sub-Prefeitura uma vez que a mesma existe para servir a população. A Coordenadora Municipal de Promoção de Igualdade Racial, Cirlene Maciel, informou que administração municipal da zona norte deve estar aberta para as manifestações culturais e esportivas como marabaixo, capoeira, hip hop, futebol, voleibol, dentre outros.
A programação contou com oficinas de capoeira, hip hop e marabaixo. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Caminhada marca o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial

Organizações do movimento social negro realizaram na manhã desta segunda-feira (21), na Praça da Bandeira, uma grande mobilização para marcar o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial (21/03).
Com o tema “Preconceito e Discriminação – Faça a Diferença! Por um mundo sem Racismo, sem Preconceito, sem Discriminação e com Igualdade”, o ato foi realizado com o propósito de chamar atenção da sociedade amapaense para as desigualdades sociais baseadas nas diferenças de etnias, cor, gênero e crença, além de denunciar as diversas formas de discriminação e suas formas correlatas, como a intolerância religiosa, o sexismo e a homofobia.
A manifestação contou também com uma caminhada no entorno da praça com paradas no palácio do governo do Estado e na sede na Prefeitura de Macapá, em que a coordenação do evento entregou a Carta-Documento apontando políticas e medidas de enfrentamento à discriminação e a superação das desigualdades raciais. “A caminhada é um ato político do movimento negro para alertar toda a sociedade sobre esta problemática e denunciar as diversas formas de discriminação e preconceito que, principalmente, as religiões afro-ameríndias sofrem diariamente”, enfatizou um dos coordenadores da manifestação, professor Roberto Moraes, do Núcleo de Direitos Humanos da Unifap e religioso de matriz afro-ameríndea. “Esta data representa um marco histórico na luta contra a discriminação e a violência racial. É importante frisar que esta é uma problemática em que toda a sociedade deve estar unida para superar tais práticas, por isso agradecemos o empenho da COMIR no apoio deste evento”, destaca Reinaldo Kaiango, representante da Federação dos Cultos Afro-Brasileiros – FECAB.
No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.
No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
O ato contou com o apoio da Prefeitura de Macapá (COMIR/SEMED/COMC), SEED/NEER, UNIFAP e Instituto Amazônia.




PMM realiza ação voltada para saúde mulher afrodescendente





A Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde - SEMSA e da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial – COMIR, realizou na última sexta-feira (18), na UBS do Distrito do Coração, a Ação “Viva Mulher”, com enfoque na saúde da mulher negra. A programação faz parte das ações do Mês da Mulher.
A ação contou com atendimentos nas áreas de ginecologia e clinico geral; exames de glicemia, coleta preventivo (P.C.C.U), verificação de Pressão Arterial; Imunização e Farmácia. Além disso, ocorreram palestras educativas sobre Enfrentamento à Violência contra Mulher, Anemia Falciforme, Câncer de Colo de útero, Atividade Física, Saúde Bucal e Alimentação Saudável, bem como atrações culturais e distribuição de kit-mulher.
A programação, que contou com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde, Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres e Faculdade FAMA, teve como propósito garantir o recorte étnico/cor nas ações da Secretaria Municipal de Saúde.






sábado, 19 de fevereiro de 2011

Reunião Técnica com a SEMSA



Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde - SEMSA juntamente com técnicos da COMIR reuniram-se, nesta quinta-feira (17), no Centro de Referência de Saúde do Trabalhador - CEREST, para iniciar o debate acerca das estratégias de ação para a implantação da Política da Saúde da População Negra no município de Macapá.
A diretora do Departamento de Atenção Básica em Saúde, Eliana de Nazaré P. de Souza, foi representada pela coordenadora do Departamento de Educação em Saúde, Tânia Vilhena, que falou da importância da participação dos 16 coordenadores na construção de medidas que possam integrar os setores na promoção da saúde da população negra.
Em seu pronunciamento, a Coordenadora Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Cirlene Maciel, afirmou que o enfrentamento ao racismo institucional e seus desdobramentos depende do compromisso de todos órgãos.
A chefe da Divisão de Programação da Igualdade Racial, Gleyse Gonçalves, explicou a respeito da importância da implantação e implementação do prontuário do quesito Cor/Etnia/Gênero na rede municipal de saúde (Unidades Básicas). O evento também contou com a presença do Coordenador da Política da Saúde da População Negra da Atenção Básica do estado e diretor do Centro de Referência em Doença Falciforme, Jorge Maciel.
O encontro teve como encaminhamento o Plano de Ação da Política da Saúde da População Negra inserida dentro do programa de saúde da Secretaria Municipal de Saúde - SEMSA.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Professores da rede municipal recebem certificado de conclusão do Curso em Formação em História e Cultura Afrobrasileira





Aconteceu na última sexta-feira (11), no auditório da Escola Graziela Reis de Souza, a solenidade de entrega dos certificados dos concluintes do Curso de Formação em História, Literatura e Cultura Africana, Afrobrasileira e Povos Afrodescendentes (Modalidade de Extensão Universitária à distância). Participaram da cerimônia a chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação, Roseane Siqueira Sousa, no ato representando a prefeita Helena Guerra e a Coordenadora Municipal de Promoção de Igualdade Racial, Cirlene Maciel.
Aproximadamente cem (100) professores das redes municipal e estadual de ensino receberam a certificação do curso, que teve como objetivo capacitar professores e técnicos da área da educação a respeito da Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, como preconiza a Lei 10.639/2003.
De acordo com a Coordenadora Municipal de Igualdade Racial, Cirlene Maciel, o município de Macapá teve muito êxito nesta capacitação voltada para os educadores uma vez que é reivindicação da comunidade afro há muito tempo. Para a chefe de gabinete da SEMED, Roseane Siqueira, com a formação os professores terão subsídios teóricos para aplicar em sala de aula os conteúdos pertinentes à História da África e Cultura Afrobrasileira. Segundo, a professora da Escola Municipal Hildemar Maia, Ana Célia Coelho, através do curso, professores da escola irão iniciar um projeto que discutirá as relações étnico-raciais no ambiente e a contribuição da população afrodescendente na formação da identidade cultural amapaense.
O curso, que teve a carga-horária de 180 horas, foi realizado por meio da parceria da Prefeitura de Macapá - PMM/COMIR com o Centro de Formação de Professores – CEFOP através do Instituto DaVinci∕Universidade Castelo Branco (Rio Grande do Norte).
A Lei 10.639∕2003 estabelece a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Africana e Afro-Brasileira".
Macapá, 12 de fevereiro de 2011
ASCOM/COMIR


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

253 anos de Macapá








Na última sexta-feira (04), a cidade de Macapá completou 253 anos de história. A Prefeitura de Macapá realizou uma grande festa no Mercado Central para comemorar a data com direito a um bolo com mais de 5 metros, marabaixo, gengibirra, banho de cheiro e homenagens aos pioneiros da cidade. Uma das homenageadas foi Josefa Lina Ramos - a tia Zefa do Quinca.
A Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial - COMIR esteve com estande oferecendo aos munícipes a bebida que mais caracteriza Macapá - a gengibirra; além de distribuir também banho de cheiro, a Coordenadoria foi responsável pelo painel de graffiti que retratou o próprio Mercado Central.O Marabaixo ficou por conta do grupo Herdeiros do Marabaixo, que pôs até a prefeita Helena Guerra para dançar. A programação contou ainda com apresentação de grupo de pagode e bateria de escola de samba.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Iemanjá recebe homenagem em Macapá

Fogos, cânticos, oferendas, devoção e muita fé. Foi desta forma que as entidades ligadas à preservação e valorização das religiões de matriz africana (Liga de Religiões Afro-Brasileiras e Ameríndias – LIRA, Associação Beneficente Ylê d’Oxum Apará – ABYOA e Federação de Cultos Afro-Religiosos de Umbanda e Mina Nagô – FECARUMINA) realizaram nesta quarta-feira (02), na Beira-Rio (em frente ao Trapiche Eliezer Levi), a tradicional Festa de Iemanjá.
A festividade, que já faz parte do calendário cultural do município de Macapá, reuniu adeptos e devotos da Rainha do Mar, para pedir suas bênçãos e proteção. Iemanjá é freqüentemente representada sob a forma latinizada de uma sereia, com longos cabelos soltos ao vento. Chamam-na também de Dona Janaína ou Mãe dos Orixás.
De acordo com Pai Marco, mesmo com pouco apoio, a Festa de Iemanjá já é uma das mais importantes festividades do calendário da religiosidade e congrega os adeptos e filhos de Iemanjá. Atualmente as homenagens a essa orixá começam de madrugada, com devotos do candomblé e do catolicismo colocam as ofertas e bilhetes com pedidos em balaios que serão atirados ao mar.




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA





Entidades ligadas à preservação e valorização das religiões de matriz africana (Liga das Instituições Religiosas Afro-Brasileiras e Ameríndias – LIRA, Associação Beneficente Ylê d’Oxum Apará – ABYOA e Federação de Cultos Afro-Religiosos de Umbanda e Mina Nagô – FECARUMINA) reúniram-se nesta sexta-feira (21), na sede da LIRA (Av: Padre Ângelo Biraghi – 8ª Avenida do bairro dos Congós), para realizar o Seminário “Desconstrução do Imaginário Negativo a respeito das Religiões de Matriz Africana”.
Participaram do evento, além de adeptos das religiões, autoridades da área de Direitos Humanos, gestores da área da educação, ativistas sociais, entre outros. Segundo o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Washington Picanço, afirmou que os casos de intolerância religiosa precisam ser acompanhados pela Ordem e por outras entidades como Ministério Público. A Coordenadora Municipal de Igualdade Racial, Cirlene Maciel, em seu pronunciamento, ratificou o compromisso da COMIR com as religiões de matriz africana em se tratando de políticas afirmativas para o setor.
O evento tem como propósito dar visibilidade à data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e, ao mesmo tempo, capacitar politicamente os adeptos e praticantes das religiões de matriz africana a respeito das políticas públicas voltadas para o segmento.
De acordo com Pai Alexandre, o evento foi muito importante no sentido de definir uma nova etapa que é de aprofundar o diálogo e construir mecanismos dentro do governo e espaços em que as religiões todas possam ter acesso.
No final do evento foram dados alguns encaminhamentos que deverão nortear algumas ações durante o ano das organizações ligadas às religiões.
A data foi oficializada pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto de lei para a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi de autoria do deputado Daniel de Almeida (PCdoB-BA). O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído para lembrar a data de morte da iyalorixá (sacerdotisa do candomblé) Gilda do Ogun, em 2000. Mãe Gilda foi acometida por um infarto fulminante ao ver sua foto estampada na capa da Folha Universal com o título de “Macumbeiros charlatões enganam fiéis”. A IURD foi condenada em última instância a indenizar os herdeiros da sacerdotisa.
É importante ressaltar a ausência dos veículos de comunicação na cobertura do evento, embora tendo sido repassado release do Seminário à imprensa, os meios de comunicação não deram importância ao evento.